Análise XBOX: Panzer Dragoon Orta

Written by Detonados on September 29, 2011 – 1:37 pm



Confira a análise de mais um clássico desse console.

O último jogo da série “Panzer Dragoon” foi lançado em 1998 – e além de ser diferente em estilo em relação aos seus antecessores, ele foi lançado em uma tiragem desprezível nos EUA. Mas apesar do Team Andromeda, responsável pelos três games anteriores, não estar mais na Sega, a Smilebit levou a série de volta aos seus primórdios com uma nova aventura para o Xbox.

“Panzer Dragoon Orta” conta a história de Orta, uma garota que passou toda sua vida na prisão. Um dia, monstros criados através de engenharia genética pelo Império aparecem para caçá-la… mas ela é salva por um dragão misterioso. Agora, carregando uma pistola antiga e usando os poderes de seu companheiro alado, ela deve explorar o mundo e descobrir a verdade sobre sua origem.

Mas além da dessa jornada de auto-descoberta da protagonista, o jogo também reverte aos áureos tempos da Sega produtora de arcades: “Panzer Dragoon Saga” lembra muito clássicos como “After Burner”, “Space Harrier” e os dois primeiros “Panzer Dragoon”. Você deve voar em meio aos incontáveis inimigos, escapando de disparos, destruindo mísseis antes de ser atingido, matando centenas de soldados e enfrentando gigantescos chefes – como sempre, as chances estão contra você o tempo inteiro.

Três dragões, três estilos

A mecânica do jogo é simplesmente brilhante, oferecendo três configurações para o dragão: na convencional, ele pode trancar sua mira em vários inimigos, atirar normalmente e usar uma manobra acelerada duas vezes. Na configuração ofensiva, a mira tranca em um número menor de oponentes, ele não pode usar a manobra de aceleração, mas seus disparos são mais potentes. Finalmente, na configuração rápida, ele não pode travar a mira – mas o tiro convencional mira automaticamente, e a manobra de aceleração pode ser usada três vezes. Leve em conta que somente o tiro convencional pode destruir os projéteis que ferem você, e que cada uma das três formas evoluem ao adquirir um determinado item, e o resultado é um sistema que é funcional e imprescindível para sua sobrevivência.

Saber escolher o melhor dragão para cada situação, assim como administrar suas evoluções (sendo que o item necessário aparece em quantidades limitadas) adiciona certa estratégia ao jogo… já que reflexos precisos e decisões rápidos são necessárias devido à natureza ágil do game. Felizmente, essa parte mais intelectual não atrapalha de maneira nenhuma a adrenalina do game: durante o punhado de horas necessário para vencer o game você passará por alguns dos mais frenéticos tiroteios já vistos na TV.

Mundo fantástico

A viagem de Orta a levará por um fantástico planeta, habitado por criaturas das mais diferentes, com paisagens exóticas e uma cultura única – contando até com uma língua fictícia. E se o design já impressiona, a execução é ainda mais incrível: cada cachoeira distorce a imagem de maneira realista, as trilhas de fumaça parecem de verdade, e cada rochedo traz uma textura que quase faz você sentir seu relevo. Orta passará por desertos de cinza, planícies nevadas, lagos poluídos e até pelo cyber-espaço – cada um com um visual único.

Mas se as 10 fases não fossem suficientes, “Panzer Dragoon Orta” ainda traz uma caixa de Pandora (palavras do jogo) repleta de surpresas. Além de oferecer cenários que colocam você controlando outros personagens em outras situações e com outros veículos, existe ainda a opção de criar missões próprias (usando até dragões e personagens de games anteriores). E se bater uma nostalgia, você pode até destravar uma versão integral do primeiro “Panzer Dragoon”.

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